Estamos na Itália há 5 dias, o calor aqui é asfixiante, mas é tão fascinante andar por estas cidades cheias de ruínas romanas e medievais que o sufoco compensa.
Pegamos um trem de Veneza para Verona, de Verona para Bologna e de Bologna para Firenze.
Daqui a três dias partimos para Roma, o ponto alto da viagem pela Itália.
Até agora posso dizer que a cidade que mais me impressionou foi Veneza, de longe... Não é fedida como todos dizem e tem uma atmosfera muito acolhedora.
Nesse meio tempo, tivemos alguns pequenos quase-incidentes, como quase perder o ônibus que nos levaria de Paris a Beauvais para pegar o voo para Veneza, pois a Muri se perdeu na pequena malha metroviária de Paris... hehehe... Depois, esperamos 4 horas em Bologna para pegar o trem pra Firenze, e outras coisas mais, como o albergue assustador com o qual a gente se deparou quando chegou a Firenze... Duas brasileiras, uma turca e dois turcos no mesmo quarto, sendo que o casal resolveu "aliviar" a tensão altas horas da noite... E eu costumo acordar com qualquer barulhinho...
Depois eu continuo.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Despedida número 1
Pois é, é verdade que o tempo passa muito rápido. A gente não sente depois que começa a aproveitar cada instante.
Hoje eu vou embora de Paris, embora pela primeira vez, mas já não me sinto mais uma moradora e, quando eu voltar dia 28, vai ser ainda mais estranho do que está sendo hoje. Desde segunda-feira, quando deixei a casa, passei a ser apenas uma turista, mochileira, meu dia-a-dia em Paris ficou para trás, minha história aqui. Assim, num passe de mágica...
Agora é quarta de manhã, e estou na casa da Ana, minha amiga do peito. Essa tarde eu e minha prima pegaremos o vôo para Veneza, e durante quase 40 dias eu vou carregar minha casa nas costas, vou conhecer lugares, pessoas, países diferentes.
Sei lá, eu queria escrever alguma coisa bonita pra me despedir, mas so me vêm flashs na cabeça, e eu não consigo descrevê-los...
O que eu posso dizer é que eu consegui realizar um grande sonho: morar na França. E lógico que foi Deus quem possibilitou que isso acontecesse. Disso eu não tenho a menor dúvida.
Engraçado, domingo eu estava melancólica; fui até a Gare St. Lazare me despedir de uma amiga, a Angelica, e não a encontrei... Voltei para casa triste, triste. Foi realmente um dia melancólico.
Mas segunda-feira, quando minha prima chegou, que eu saí da casa e pus um ponto final nos meus 6 meses de Paris, eu me senti bem, feliz, livre.
Outra coisa: eu acho que realmente aprendi a ser um pouco blasé, nao no mau sentido.
Eu explico por quê: segunda me despedi das crianças, da nounou, e nao senti a menor vontade de chorar. E ela chorou. Ontem me despedi da minha amiga italiana, eu nao chorei nem senti tristeza, ela chorou. Acho que é mais dificil pra quem fica.
Hoje eu vou embora de Paris, embora pela primeira vez, mas já não me sinto mais uma moradora e, quando eu voltar dia 28, vai ser ainda mais estranho do que está sendo hoje. Desde segunda-feira, quando deixei a casa, passei a ser apenas uma turista, mochileira, meu dia-a-dia em Paris ficou para trás, minha história aqui. Assim, num passe de mágica...
Agora é quarta de manhã, e estou na casa da Ana, minha amiga do peito. Essa tarde eu e minha prima pegaremos o vôo para Veneza, e durante quase 40 dias eu vou carregar minha casa nas costas, vou conhecer lugares, pessoas, países diferentes.
Sei lá, eu queria escrever alguma coisa bonita pra me despedir, mas so me vêm flashs na cabeça, e eu não consigo descrevê-los...
O que eu posso dizer é que eu consegui realizar um grande sonho: morar na França. E lógico que foi Deus quem possibilitou que isso acontecesse. Disso eu não tenho a menor dúvida.
Engraçado, domingo eu estava melancólica; fui até a Gare St. Lazare me despedir de uma amiga, a Angelica, e não a encontrei... Voltei para casa triste, triste. Foi realmente um dia melancólico.
Mas segunda-feira, quando minha prima chegou, que eu saí da casa e pus um ponto final nos meus 6 meses de Paris, eu me senti bem, feliz, livre.
Outra coisa: eu acho que realmente aprendi a ser um pouco blasé, nao no mau sentido.
Eu explico por quê: segunda me despedi das crianças, da nounou, e nao senti a menor vontade de chorar. E ela chorou. Ontem me despedi da minha amiga italiana, eu nao chorei nem senti tristeza, ela chorou. Acho que é mais dificil pra quem fica.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Eu tinha 7 euros na carteira. Deixei as crianças na escola às 9h, peguei o metrô, como de costume... e me bateu uma vontade incontrolável de dar uma olhadinha no primeiro dia dos soldes de verão em La Défense... Ok, lá fui eu, uma das primeiras a chegar.
Entrei na Jennifer, fui fuçando, como quem não quer nada, e topei com uma espécie de blaser de verão, de 29 por 5 euros... Lógico que eu saí de lá menos os 5 euros.
Agora, falando sério. Nunca vi mulher comprar tanta roupa, o ano todo, como as francesas...
Pode ir à H&M, uma espécie de Renner européia, em qualquer época do ano: sempre há filas nos caixas, sempre tem mulherada se empurrando...
Hum... pensando bem... a 25 de Março e a Zepa não ficam atrás, não... Acho que mulher é um puta bicho consumista, em qualquer parte do mundo.
Entrei na Jennifer, fui fuçando, como quem não quer nada, e topei com uma espécie de blaser de verão, de 29 por 5 euros... Lógico que eu saí de lá menos os 5 euros.
Agora, falando sério. Nunca vi mulher comprar tanta roupa, o ano todo, como as francesas...
Pode ir à H&M, uma espécie de Renner européia, em qualquer época do ano: sempre há filas nos caixas, sempre tem mulherada se empurrando...
Hum... pensando bem... a 25 de Março e a Zepa não ficam atrás, não... Acho que mulher é um puta bicho consumista, em qualquer parte do mundo.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Uma semana
Daqui a exatamente uma semana parto de Paris, ainda não definitivamente.
Dia 31 de julho eu volto, e aí sim é o grande adeus.
Amanhã começam os soldes, e eu estou sem dinheiro... Ou melhor, estou com dinheiro... contado para o meu mochilão, por isso não vou poder me dar novamente esse gostinho que é fazer compras em Paris...
Mas não tem nada, não. Ano que vem passarei minhas férias aqui.
Dia 31 de julho eu volto, e aí sim é o grande adeus.
Amanhã começam os soldes, e eu estou sem dinheiro... Ou melhor, estou com dinheiro... contado para o meu mochilão, por isso não vou poder me dar novamente esse gostinho que é fazer compras em Paris...
Mas não tem nada, não. Ano que vem passarei minhas férias aqui.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Eurocopa
Ontem a França foi desclassificada da Eurocopa, assim, de primeira, sem nem passar pelas quartas-de-final... Fomos assistir ao jogo no Coolin, depois saímos pra tomar uma cerveja num pub em St Michel.
Juro que fiquei com pena dos franceses.
Juro que fiquei com pena dos franceses.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Faltam duas semanas pra eu partir de Paris. Ok, depois eu volto pra mais dois dias com a minha prima Muriel, que vem mochilar comigo. Mas a minha experiência de 6 meses na França acaba dia 30 de junho. As aulas, a família, a antiga rotina. A estação Argentine, Charles de Gaule-Etoile, os ônibus 43, 92... Os dias em St. Vivien, a viagem para Bordeaux, para a Espanha, o ônibus que atrasou 3 horas vindo de Londres, o vinho debaixo da torre Eiffel, com a Ana, naquela noite chuvosa tantos meses atrás... Minha primeira visão do Arco do Triunfo, o primeiro monumento que eu vi em Paris e que por coincidência fica a dois passos da minha casa... O ônibus da Air France que me trouxe do aeroporto, o vazio, o arrependimento de ter largado tudo, a desilusão, a desconfiança. O e-mail no aeroporto de Amsterdam, a conexão pra Paris, que eu perdi em Amsterdam...
Impressionante como o tempo passa depressa, a partir de um certo tempo em que se está aqui.
Ok, os primeiros 2 meses foram uma penúria, sofrimento atroz. Os primeiros dias foram de desilusão, arrependimento, mas de repente o tempo começa a voar, e você tem dificuldade de aproveitar aquele tempo sem pensar que está quase no fim.
Sei lá, devaneios imbecis.
Impressionante como o tempo passa depressa, a partir de um certo tempo em que se está aqui.
Ok, os primeiros 2 meses foram uma penúria, sofrimento atroz. Os primeiros dias foram de desilusão, arrependimento, mas de repente o tempo começa a voar, e você tem dificuldade de aproveitar aquele tempo sem pensar que está quase no fim.
Sei lá, devaneios imbecis.
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